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Flamengo e Domenec: dois “pés esquerdos” na largada

O Flamengo vive uma fase de transição. Depois de ver um time super vitorioso nas mãos do português Jorge Jesus, os rubro-negros agora apostam em mais um estrangeiro: Domenec Torrent, ex-auxiliar de Pep Guardiola por quase uma década. E o início não tem sido dos melhores.

Após perder para o Atlético-MG na estreia do Campeonato Brasileiro, em casa, a pressão aumentou com o revés frente ao Atlético-GO, fora de casa, quando tomou um sonoro 3 a 0 fora de casa. O placar, expressivo por si só, tem sim o dedo do treinador, mas não só isso.

Para contextualizar essa ruptura de um trabalho e a construção de um novo a gente tem que entender primeiro que trata-se de técnicos diferentes. São ofensivos na sua essência, mas com maneiras de fazer essa “ofensividade” distintas.

Se Jorge Jesus buscava um jogo mais vertical e móvel na construção do jogo, com muita gente se aproximando da bola, Domenec busca um ataque mais posicionado, com jogadores preenchendo espaços mais específicos. Isso, num primeiro momento, causa um pouco de impacto no comportamento dos atletas. E pode levar um tempo para ser estabilizado.

Pronto. Ao levarmos em conta essa mudança, podemos olhar melhor para o desempenho da equipe, principalmente no último jogo.

Ao usar Rodrigo Caio como lateral-direito na fase sem bola e Vitinho como ala-direito quando atacava, o catalão, sim, “invetou” um pouco. Mas a sua ideia, por mais que as características não casem, faz sentido. Variar sistemas com e sem a bola é algo muito presente na sua linha de trabalho e de treinadores que buscam esse estilo, conhecido como “jogo de posição”.

O ponto aí é: a forma como isso foi executado no confronto em Goiânia. Faltou muito, por parte dos jogadores, uma maior intensidade e agressividade sem a posse de bola. Principalmente no momento em que ela era perdida. Com isso, o adversário teve espaço para atacar as costas da linha defensiva, sempre jogando bem alta. Foi daí que vieram os frequentes contra-ataques.

Alguns ajustes precisarão ser feitos. Disso não resta dúvida. Mas também será importante os jogadores comprarem a ideia. Com a postura vista na derrota da última quarta-feira, dificilmente Domenec terá um futuro na Gávea.

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