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O Liverpool que sobrou!

A espera foi longa. Mas, 30 anos depois, o Liverpool é campeão inglês de novo! E com sobras. Com inúmeros recordes durante a temporada, o time comandado por Jurgen Klopp conquista o caneco com sete rodadas de antecedência. E sem jogar. É o seu 19º caneco da liga nacional.

Com a derrota do Manchester City por 2×1 para o Chelsea, os Reds sagraram-se campeões assistindo o jogo de casa. Aliás, trata-se do primeiro título da era Premier League.

Se olharmos para a essência deste Liverpool, ela tem muito a ver com a personalidade de seu treinador. Resumindo em uma palavra? Elétrico! Um time extremamente intenso, móvel e objetivo nas ações com e sem a bola. Capaz de jogar em vários contextos e ser muito consistente em todos.

Além de todos estes aspectos, chama a atenção também a força coletiva criada em Anfield. Um elenco montado aos poucos, sem muitos investimentos astronômicos, mas que cresceu como equipe e elevou o nível de todas as suas individualidades. Firmino, Mané, Salah, Henderson, Fabinho, Robertson… Todos jogadores que chegaram em um patamar e hoje ostentam como grandes figuras do futebol mundial. Difícil imaginar que todos eles teriam o mesmo sucesso se não estivessem todos juntos.

Mas também foi um título da construção paciente. Veio lá de trás com o bom trabalho de Brendan Rodgers (hoje no Leicester) e que ganhou forma com as chegadas emblemáticas de Van Dijk e Allison, estes sim grandes investimentos. Passou por eliminações vexatórias e cinco vices ao longo destes 30 anos sem ganhar o campeonato inglês.

De um time totalmente talhado para buscar o gol através de ataques rápidos, preferencialmente recuperando a bola no campo ofensivo, este Liverpool passou a funcionar melhor também com a posse nos últimos anos. Aprendeu a controlar ritmo e acelerar nos momentos certos. Talvez esta tenha sido uma das maiores guinadas deste processo. Entender que não precisa ser elétrico os 90 minutos. Mas sim escolher estes momentos. Até porque, haja pulmão para aguentar uma temporada cheio de desafios.

O Liverpool viu Van Dijk, Allison e Salah ganharem fama por temporadas sensacionais. O egípcio, que veio da Roma após fazer pouco sucesso no Chelsea, chegou a anotar 44 gols na temporada 18/19. Um salto pouco esperado, mas total fruto do contexto criado para si. No ano do título, Mané e Henderson se destacaram mais, mas longe do feito do camisa 28.

A 19ª taça veio após muita insistência e aposta num trabalho bem feito. Mais que valores individuais, um coletivo forte. O que faz de Klopp, mais do que nunca, um dos grandes das últimas décadas.

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