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Corinthians vai de DNA defensivo a inconsistência lá atrás em 2020

O grande objetivo do Corinthians na atual temporada era romper com uma linha de trabalho utilizada por mais de uma década. Mano Menezes, Tite, Fábio Carille… Times competitivos, que ganharam coisas importantes e que tinham toda sua estrutura baseada na consistência defensiva.

A chegada de Tiago Nunes foi uma tentativa de virar isso. Entregar um futebol mais ofensivo, com posse e controle. Credenciais para isso, o treinador tinha, já que fez um grande trabalho no Athlético-PR.

Só que o sonho de virar um “super-ataque” tem criado fissuras profundas neste atual Corinthians. Se na frente o time ainda tenta se ajeitar e entender sua formação ideal, atrás todo DNA defensivo criado nos últimos anos vem se perdendo jogo após jogo. Problemas com a linha defensiva e entrada da área, por exemplo, que não eram cogitados nas temporadas anteriores, têm acontecido com certa recorrência e deixando o Timão em maus lençóis.

O fato de tentar atacar com mais jogadores, consequentemente, traria alguns desequilíbrios. É uma espécie de cobertor curto: você tira de um lugar e falta no outro. A arte de toda essa estrutura, no entanto, é equilibrar as coisas. Fazer com que os aspectos positivos sobressaem os negativos.

Mas essa falta de consistência defensiva tem tirado fortemente a competitividade corintiana no Brasileirão. Gols bestas cedidos, resultados que escapam pelas mãos, pontos dentro de casa ficando pelo caminho…

Até aqui são um total de 10 gols sofridos em apenas 7 partidas. Média de 1,42 gols. Se olharmos para os últimos anos, trata-se de números bem expressivos:

BR- 2019 – 0,89

BR-2018 – 0,92

BR-2017 (MELHOR DEFESA) – 0,78

BR-2016 – 1,1

BR- 2015 (MELHOR DEFESA) – 0,81

BR-2014 (SEGUNDA MELHOR) – 0,81

BR-2013 (MELHOR DEFESA) – 0,57

BR-2012 – 1,02

BR-2011 (MELHOR DEFESA) – 0,94

BR-2010 (TERCEIRA MELHOR) – 1,07

Atualmente o Corinthians só tem a defesa melhor que Bahia e RB Bragantino na atual competição.

Para retomar uma maior competitividade, precisará se inspirar nos anos anteriores. Os ajustes precisam ser para ontem. E o maior desafio é fazer isso sem deixar de lado os planos de jogar um futebol mais envolvente.

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